Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O minuto verde açoriano que não chegou a existir


O minuto verde açoriano que não chegou a existir

Na semana passada, escrevi sobre o projeto “Educar para a energia” que foi implementado, em 2008, por quatro alunos do Mestrado em Educação Ambiental da Universidade dos Açores.

No texto mencionado, referi que uma das componentes do projeto não foi concretizada, devido à doença de um dos alunos, o Veríssimo Borges, que acabou por falecer no dia 8 de outubro do referido ano. Contudo, apesar da doença que o acometia, o Veríssimo não se manteve parado e esteve a trabalhar na criação de algo semelhante ao que a Quercus produzia a nível nacional, desde 2006, a rubrica “Minuto Verde” e que se iria chamar “Um Minuto pelos Açores”.

Hoje, pretendo dar a conhecer parte dos sete textos elaborados pelo Veríssimo Borges que já tinha contactado para o efeito a Rádio Nova Cidade, da Ribeira Grande.

No primeiro texto, intitulado “As alterações climáticas já são o drama dos nossos dias”, o Veríssimo referiu-se ao facto de “na origem das alterações climáticas que estão a mudar o mundo em que vivemos e a hipotecar o futuro dos nossos filhos, estão as formas como produzimos e gerimos a energia que utilizamos no dia-a-dia” e deu a conhecer o que seria tratado na rubrica nos seguintes termos: “abordaremos temas ambientais e de cidadania, começando por nos centrar nas questões energéticas, não só nas vertentes de produção, mas principalmente na vertente da gestão equilibrada do consumo energético de cada cidadão, de cada família”.

No segundo texto “É preciso saber gerir os nossos recursos”, ao contrário do que os detratores costumam afirmar, não havia qualquer apelo ao regresso às cavernas, mas sim à arte de “poupar e gerir as nossas necessidades energéticas sem por em causa a qualidade de vida desejada”.

No terceiro texto “É preciso saber diminuir a conta da eletricidade” é feito um apelo à diminuição dos consumos elétricos, não só das máquinas existentes nas casas, mas sobretudo na iluminação. O texto terminava com a recomendação do uso de lâmpadas eficientes, pois “gerir a sua casa com economia é também, neste caso, proteger o Ambiente e o Planeta”.

No quarto texto “Será que as lâmpadas economizadoras têm efeitos ambientais colaterais negativos”, Veríssimo Borges, apesar de continuar a defender que as lâmpadas economizadoras eram a opção mais correta, não esconde que “tal como as lâmpadas fluorescentes normais, produzem uma luz branca crua e pouco “quente” que desagrada a alguns” e que “na área de resíduos, contendo pequenas quantidades de mercúrio, são classificadas como resíduos perigosos […] duram muito mais anos diminuindo a quantidade de resíduos produzidos, são relativamente compactas e difíceis de partir e irão merecer especial atenção da parte da gestão dos seus resíduos e reciclagem por parte dos responsáveis europeus e locais”.

No minuto quinto “Resumo da Semana” é anunciado que a Rádio Nova Cidade aos domingos iria fazer uma repetição dos minutos da semana (de segunda a quinta-feira), com a presença em estúdio de um ou dois elementos dos Amigos dos Açores/Quercus, havendo a possibilidade destes entrarem em diálogo com os ouvintes.

O sexto minuto “É preciso saber gerir os nossos recursos” é dedicado aos eletrodomésticos. Nele, Veríssimo Borges defende que “sem ser nosso objetivo abdicar de muitos destes eletrodomésticos podemos otimizar o seu custo por melhor utilização destes assim como pela aquisição de máquinas com melhor comportamento energético”.

No último minuto “É preciso saber comprar os nossos eletrodomésticos”, como o nome indica, o tema volta a ser o mesmo do anterior. Nele, para além da referência a como fazer uma boa compra, é recomendado o uso dos eletrodomésticos com eficácia e dá o exemplo de “só lavar com máquina cheia e abrir poucas vezes o frigorífico”.

Foi uma pena esta componente do projeto “Educar para a Energia” não ter avançado e uma “injustiça” profunda o Veríssimo não estar entre nós pois, embora não haja insubstituíveis, continua a fazer muita falta.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31317, 30 de agosto de 2017, p.16)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Educar para a Energia, um projeto que não teve continuidade


Educar para a Energia, um projeto que não teve continuidade

No ano de 2008, no âmbito do Mestrado em Educação Ambiental da Universidade dos Açores, existia uma disciplina intitulada “Projetos de Intervenção Ambiental” que tinha como docentes o Professor Doutor António Félix Rodrigues e o Professor Doutor Pedro González.

Tratava-se, como o nome sugere, de uma disciplina essencialmente prática, onde os mestrandos eram obrigados a criar e implementar projetos de intervenção junto das comunidades. Um dos projetos intitulou-se “Educar para a Energia” e foi implementado por Cláudia Tavares, Helena Primo, Teófilo Braga e Veríssimo Borges.

Embora já se tenham passado nove anos, as razões para a implementação do projeto permanecem atuais. Com efeito, a energia continua a ser um recurso indispensável para a vida, ao bem-estar dos cidadãos e ao desenvolvimento socioeconómico, de todas as sociedades e também continua a ser um forte fator de pressão ambiental. Além disso, continua a não existir um programa continuado de educação que promova o uso racional dos recursos naturais e a conservação da qualidade do ambiente e no caso da energia continua-se a dar ênfase à produção e esqueceu-se, quase por completo, a aposta na eficiência energética, combatendo a irracionalidade e o desperdício.

Relativamente à educação para a energia, a Região já esteve em melhor situação, quando possuía uma verdadeira rede de ecotecas, geridas pelas mais diversas associações, e quando possuía uma Agência Regional de Energia, que em pouco tempo muito fez em termos de sensibilização da opinião pública e de educação para um consumo mais eficaz dos recursos energéticos. Curiosamente tanto as ecotecas como a agência foram destruídas, pelo governo do mesmo partido político que as criou, sem ter sido feita qualquer avaliação ao trabalho desenvolvido.

No que diz respeito ao projeto “Educar para a Energia”, em menos de um ano, três dos seus membros estiveram envolvidos em diversas atividades ou promoveram outras que, com todo o gosto, a seguir darei a conhecer aos leitores do Correio dos Açores. Mas antes de o fazer, esclareço que um dos participantes do projeto, o Veríssimo Borges, por razões de saúde, não pode participar, mas esteve a preparar uma das componentes do projeto que não chegou a ver a luz do dia e que em próximo artigo divulgarei.

No que diz respeito aos produtos resultantes do projeto, destaco a publicação de um “Guião para uma Auditoria Energética às Escolas” que permitia a quantificação dos consumos, tornando possível a identificação das melhores opções para a melhoria do desempenho energético das escolas.

Para além do guião referido, salienta-se a edição da brochura “Viagem no tempo”, destinada a crianças com idades compreendidas entre os 8 e 11 anos de idade, onde foram abordadas, para além das energias renováveis, as alterações climáticas e a poupança energética.

Para os mais pequeninos, alunos do 1º e do 2º ciclo do ensino básico, foi editada uma monofolha sobre energia eólica, onde para além de ensinar a construir um moinho de vento, informava sobre as potencialidades do vento, a sua importância e utilização na produção de energia e, ainda, sobre as vantagens e desvantagens da energia eólica.
No âmbito do projeto foram implementados três ateliers de construção de carrinhos fotovoltaicos e fornos solares, dois na Escola Secundária das Laranjeiras, com a participação de 32 alunos, e um na Ecoteca da Ribeira Grande, com a participação de 19 alunos da Escola Básica Integrada Gaspar Frutuoso.

Também foram realizadas quatro sessões de esclarecimento sobre Energias Renováveis e Eficiência Energética, destinadas a alunos do 1º e 2ºciclos de várias escolas que contaram com a participação de um total de 107 alunos.

Hoje, os materiais editados já se encontram esgotados, mas a versão digital de alguns deles pode ser consultada na página dos Amigos dos Açores e no blogue do projeto (http://educarparaaenergia.blogspot.pt/).

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31311, 23 de agosto de 2017, p.16)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Forno açoriano de energia solar é primeiro prémio nacional



Os jovens da escola das Capelas, Gonçalo Rego, Francisco Lucas, Verónica Gonzaga e Tânia Raposo, com 11 e 12 anos de idade, certamente nunca mais esquecerão esta experiência considerada como marcante, quer do ponto de vista do concurso e do prémio alcançado, quer da própria organização.
Mais de mil crianças concorreram ao Rali Solar, no âmbito do projecto Ciência Viva. Cerca de 800 chegaram à final que se realizou nos dias 14 e 15 de Maio no Museu da Electricidade, em Lisboa. Mas foi o grupo intitulado Os Pirolíticos, formado por quatro jovens estudantes e um professor da Escola Básica e Integrada das Capelas que alcançou o primeiro lugar na categoria de Solar Térmico. Uma experiência descrita pelos próprios como única, muito embora esta seja já a terceira vez que o docente de Ciências da Natureza e coordenador do projecto e equipa, Vítor Simão, se vê envolvido num concurso como este. Ao todo foram 215 as escolas que, inicialmente, se inscreveram na prova nas suas quatro categorias, sendo que destas apenas 186 do ensino Básico, Secundário e Profissional apresentaram os seus projectos a concurso. Os jovens da escola das Capelas, Gonçalo Rego, Francisco Lucas, Verónica Gonzaga e Tânia Raposo, com 11 e 12 anos de idade, certamente nunca mais esquecerão esta experiência considerada como marcante, quer do ponto de vista do concurso e do prémio alcançado, quer da própria organização e logística.
A última edição deste concurso aconteceu em Maio de 2008, com um concurso regional e promovido pela Ciência Viva e ARENA Agência Regional de Energia dos Açores, em que concorreram escolas de toda a região e que teve lugar na Escola Secundária das Laranjeiras, onde a EBI das Capelas alcançou o primeiro lugar. Em Maio do mesmo ano, num concurso transnacional que aconteceu nas Canárias, conseguimos também o primeiro lugar, na categoria de fornos solares, explicou.
Este ano, depois de ter tomado conhecimento do projecto desenvolvido pela Ciência Viva e depois de ter recebido, por parte dos alunos, total adesão, Vítor Simão decidiu abraçá-lo novamente. A equipa mostrou-se sempre empenhada desde a primeira hora, quer nos trabalhos de pesquisa que desenvolveu quer já na parte prática do projecto: um forno solar, com aproveitamento solar térmico. Em suma tratou-se de aproveitar a luz solar para a sua conversão em energia calorífica, tendo por base a utilização, também, de materiais reutilizáveis (desta feita, uma caixa e um monitor de computador, sendo que o último elemento servia para direccionar os raios solares directamente para dentro do forno).
Este ano, por não se ter realizado o campeonato regional, quer por falta de verbas quer devido à instabilidade provocada pela presença das cinzas do vulcão da Islândia no espaço aéreo regional, estes alunos acabaram por ser seleccionados para o nacional através da apresentação dos seus projectos via mail junto da organização da prova.
Ainda segundo referiu ao nosso jornal o coordenador da equipa das Capelas, foi muito difícil podermos apercebermo-nos se iríamos ou não conseguir alcançar um bom lugar com o nosso projecto, uma vez que eram muitos alunos e, por vezes, até foi difícil sabermos onde estavam a concorrer os restantes alunos que representavam escolas dos Açores. Mas certo é que os meus alunos ficaram extremamente contentes e, com certeza, se eu puder voltar a fazer parte de uma iniciativa do género, assim o farei. Vítor Simão salientou ainda o grande apoio recebido quer da parte dos pais dos alunos, quer da junta de freguesia das Capelas quer do próprio conselho executivo da EBI de que faz parte como docente.
Para além da Escola Básica e Integrada das Capelas, participaram nesta prova nacional, uma escola da Povoação e outra das Velas de São Jorge.
O concurso Rali Solar visa contribuir para o desenvolvimento da cultura científica e empreendedorismo dos jovens na área do aproveitamento da energia solar através da realização de actividades experimentais. A iniciativa surge na sequência do concurso solar Padre Himalaya, que promoveu o uso das energias renováveis em contexto escolar, com a participação de centenas de alunos e professores nas três edições do concurso.
O concurso propõe um conjunto de desafios para a apresentação de protótipos na área da energia solar que envolvam a conversão fotovoltaica, o aproveitamento térmico ou a produção de biocombustíveis.
Já de vez, sabia que pode fazer corridas de carros e de barcos, construir fornos e aldeias e mover comboios sem precisares de pilhas, combustível ou electricidade? Basta apenas que esteja um dia sol para que a estrela mais brilhante do Universo ponha os teus brinquedos a andar.
A energia solar é uma fonte que não faz poluição e muitos meninos como tu começaram já a fazer experiências para construir um mundo melhor.
Alguns dos participantes já são, segundo a organização, quase verdadeiros cientistas e chegaram à final do concurso Rali Solar onde mostraram as invenções que criaram.

Autor: Ana Coelho

Fonte texto e imagem: Correio dos Açores, 20 de Maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Educar para a Energia

A partir de agora pode ser lida aqui.



segunda-feira, 1 de junho de 2009

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Energia no Dia da Criança em Ponta Delgada


A Câmara Municipal de Ponta Delgada assinala as comemorações do Dia Mundial da Criança no dia 2 de Junho, terça-feira, com uma série de actividades na Praça Gonçalo Velho.

Com a colaboração da Ecoteca de Ponta Delgada, gerida pelos Amigos dos Açores, e com o apoio da SRAM - Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e da ARENA - Agência Regional de Energia e Ambiente será dinamizada uma actividade alusiva às Energias Alternativas, que consistirá na montagem de uma pista na zona, norte da Igreja Matriz, para demonstração de carros solares.

Esta actividade é dirigida a crianças/jovens do 2º e 3º ciclo, que em grupos de 4 elementos, coordenados por um professor/educador, deverão construir um carro solar a partir de material reutilizável.

Ao carro solar mais veloz será atribuido um prémio especial.

Com a promoção desta actividade pretende-se criar um espaço inspirador de troca de ideias, procura e partilha de soluções, onde os participantes terão a oportunidade de, lado a lado, explorar a energia solar, as suas vantagens e aplicação.

A participação na actividade deverá ser feita mediante o preenchimento e envio, até dia 30 de Abril, da respectiva ficha de inscrição.

Para mais informações contactar a:

Ecoteca de Ponta Delgada
Quinta de São Gonçalo
9504-540 Ponta Delgada
Telefone e Fax: 296 654 620
ecoteca.pontadelgada@azores.gov.pt